quarta-feira, fevereiro 02, 2011

" ...a tua meta, está deste lado, da tua vida..."

   Antes de começarem a ler o post façam o favor de por os phones e carregar aqui e deixar tocar!

   Agora sim! Já há um tempo que queria escrever sobre esta canção dos "recém-nascidos" Deolinda :) No natal o meu menino ofereceu-me o cd, vindo de longe, que andou no carro as férias todas. E eu fiquei com a musica no ouvido e, é bom que se diga, no corpo todo! Porque é a letra, é o ritmo, é o tom, é a garra, é mais ou menos tudo que me fala nesta canção!...
   Acho completamente deliciosa (e muito inteligente!...) a maneira como o texto desta canção, ao estilo  popular, fala precisamente a linguagem da nossa geração: "muda de nível,(...) põe um modo compatível, com a minha condição"... Acho completamente deliciosa e profunda e verdadeira esta visão de que temos escolha sobre em que lado da nossa vida queremos viver: se do lado da "guerra" que inventamos nas nossas solidões, se "deste lado", ao lado de quem define a nossa "meta"... Acho completamente delicioso o tom mandão que nos faz ter vontade de saltar da cadeira e ir com a Ana para a rua!... Acho completamente delicioso o sorriso malicioso e a certeza apaixonada de quem diz "Dou-te a vantagem, tu com tudo, eu sem nada, que mesmo assim, desarmada, vou-te ensinar a perder"...
   Podia quase repetir o texto palavra a palavra e dizer porquê gosto tanto. Mas o que me fica mais cada vez que oiço esta canção é a sensação de que é possível ser-se inteiro, audaz, corajoso na vida. De que se pode enfrentar o dia-a-dia com as mãos na anca, com um ritmo de dança saltitante nos passos, com aquela melodia que espalha sorrisos na voz.
Eu quero ser assim.
Tal e qual!  :)


___________


"Anda, desliga o cabo, 
que liga a vida, a esse jogo, 
joga comigo, um jogo novo, 
com duas vidas, um contra o outro.




Já não basta, 
esta luta contra o tempo, 
este tempo que perdemos, 
a tentar vencer alguém.

Ao fim ao cabo, 
o que é dado como um ganho, 
vai-se a ver desperdiçamos, 
sem nada dar a ninguém.




Anda, faz uma pausa, 
encosta o carro, 

sai da corrida, 
larga essa guerra, 
que a tua meta, 
está deste lado, 
da tua vida.




Muda de nível, 
sai do estado invisível, 
põe o modo compatível, 
com a minha condição, 
que a tua vida, 
é real e repetida, 
dá-te mais que o impossível, 
se me deres a tua mão.




Sai de casa e vem comigo para a rua, 
vem, q'essa vida que tens, 
por mais vidas que tu ganhes, 
é a tua que, mais perde se não vens.




Anda, mostra o que vales, 
tu nesse jogo,  vales tão pouco, 
troca de vício,  por outro novo, 
que o desafio,  é corpo a corpo.




Escolhe a arma, 
a estratégia que não falhe, 
o lado forte da batalha, 
põe no máximo o poder.




Dou-te a vantagem,

tu com tudo, eu sem nada, 


que mesmo assim, desarmada,

vou-te ensinar a perder.



Sai de casa e vem comigo para a rua, 
vem, q'essa vida que tens, 
por mais vidas que tu ganhes, 
é a tua que, mais perde se não vens."


Deolinda

4 comentários:

Sara disse...

Concordo 100% e mais não digo!:) tb dediquei já há tempos um post a esta letra!!muito boa!;)

PS: e fiz o que mandavas!!em primeiro: play!;P

CM disse...

Amiga, Vida nas mãos, mão na anca, cabeça direita de queixo espetado e coração aberto!
Delicioso.
Também é para aí que quero cada vez mais caminhar :)
Obrigada pela partilha.
Beijos.

Sara disse...

E olha que a música "parva que sou" tb tem mensagem forte!!:)

Cat* disse...

Nem mais!
Nos ouvidos (e a magicar na cabeça) há mt tempo ;)