sexta-feira, setembro 29, 2006

O meu mundo é maior!

Queria sair, Por instantes, Deste mundo Demasiado real!... Queria partir Em busca do sonho Em que vive O meu coração... Queria saber Se é só ilusão Esse lugar Onde a esperança Nos parece largar A cada sopro seu... Queria sentir Que a vida é mais que dor... E que se pode acreditar Nas tolices do amor..... Hoje queria tanto!... E é este tanto querer Que me faz perceber Onde passo os meus dias... É esta vontade De agarrar o tempo, Que me indica o caminho que segui... E que interessa se me perdi? Se já não me posso achar Para voltar Ao lugar seguro da solidão? Que importam todas as lágrimas, E o medo Desespero até?! Que importa que todo o mundo esse, demasido real, Já não me conheça E desobedeça Ao meu querer?!.... O meu mundo é maior!... Tem mais luz E mais paz, E mais dias de sol!... Tem os sonhos contidos E os tesouros escondidos Em mundos normais... Tem espererança igualzinha À de qualquer criança, e tem mais, muito mais!... Tem certezas do ser, E um pouco de céu!... Porque quem vive lá Somos nós, não sou eu...

Foto de Família!!

Ontem foi o jantar do caloiro. Um jantar no restaurante do costume (Galos) mas desta vez com mais gente que o costume: 60 pessoas do meu curso (ou quase :P )!! E vejam lá bem que, pela primeira vez nestes jantares académicos, estava lá a minha família toda que ainda está no curso (sim, pq o meu padrinho ja está em terras de sua magestade a doutorar-se!). Vejam lá se não é uma família toda gira: Eu, o Sérgio- meu afilhado, a Sara- minha neta, o Diogo- meu bisneto e a Joana- caloira e minha trisneta!!

quarta-feira, setembro 27, 2006

A verdade era bela

"(...) A verdade era bela mas doía nos olhos mas doía nos lábios mas doía no peito dos que davam por ela." Sebastião da Gama Ah pois é! Dói que se farta! Mas é mesmo bela!...

Soo, soo, sopa!

A nossa primeira sopa na casinha nova. Por enquanto tudo é novidade. Tudo é motivo de comemoração. Podia ser sempre assim!!! :D

quinta-feira, setembro 21, 2006

Não quero olhar para trás

A poesia é para mim, desde já alguns anos, uma maneira de expressão previlegiada. Não consigo explicar muito bem porquê gosto tanto de escrever. Ou de ler.
A verdade é que de vez em quando tenho muita muita vontade de escrever.
Não quero que nos meus poemas se leiam grandes verdades. Ou que por eles se analise o meu eu. Normalmente os poemas são fruto de algum sentimento mais teimoso em determinado momento. Não quer dizer que toda eu seja melencolismo, ou angústia, ou qualquer outro sentimento que trespasse neste ou naquele poema.
Cada poema que escrevo torna eterno um momento. Como uma fotografia. E acho que por isso é que gosto tanto deles. Porque neles vive sempre o momento que teima em fugir sempre.
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Não quero olhar para trás.
Antes quero
Sentir o sol quente na face
E sorrir...
Antes quero
Olhar quem me olha
Como sou,
Com tudo o que sou.
Não quero olhar para trás.
E lamentar as horas perdidas
Entre lágrimas
E ódios
E nadas...
Quero sentir-me viva.
Sentir-me eu.
E se estou só,
Só olharei o sol que parte
E escreverei a sua cor,
E escreverei a minha dor
Em versos lindos
De amor!...
Joaninha

quarta-feira, setembro 20, 2006

Pequeno grande acontecimento

Primeiro chá na casa nova!! Achei que era mesmo algo memorável. Como gosto tanto de chá vou usar muito este pretexto para vos trazer cá. Quem sabe se um dos próximos posts não será "Primeiro chá CTG na casa nova!!" ?? :) voa voa

terça-feira, setembro 19, 2006

"Chega-te a mim e deixa-te estar"

Foi este o livro que me impulsionou a reabrir o meu blog. Comprei-o ontem. Li mais de metade. E o resto obrigei-me a não ler. Para que as palavras me falem também noutros dias. O que já li quero reler. Sublinhar. Ficar com frases a ecoarem-me na cabeça. Quero emprestar o livro. Dizer a este e ao outro: vês? Não sou só eu que penso assim. Não são só os assuntos que me interessam. São as palavras. As frases. O ritmo acelerado. São os muitos parênteses que revelam segredos, ou inconvenientes, ou aquelas coisas que, não sendo assim tão importantes, normalmente não são ditas, e quando o são conseguem colorir tudo. Na contracapa: “Na verdade, o mundo interior não divide as pessoas entre as estranhas e as de família. Mas entre os viajantes e os aventureiros, os arquitectos do nosso coração e os alquimistas. Os viajantes e os aventureiros são pessoas que nos surpreendem, de passagem. Os arquitectos do nosso coração rasgam avenidas ou desvendam planaltos. Os alquimistas transformam-nos sempre que nos dizem: «Chega-te a mim… e deixa-te estar».” O que se diz dele: “Há pessoas sem prazo de validade. E é por isso que quando escrevem, esses textos também ficam para sempre. Podemos lê-los hoje ou amanhã, duas horas antes das refeições ou deitados num sofá, e tocam-nos sempre. E alargam-nos os neurónios, e fazem melhor à alma do que as vitaminas. E às vezes dão-nos, finalmente, a autorização de que precisávamos para chorar. Outras fazem-nos desconfiar: «De onde é que este tipo me conhece?» Mas valem sempre a pena ler, porque quando se faz ginástica com a linha do horizonte e a curvamos à nossa medida encontramos o Eduardo Sá.”, Isabel Stilwell, Noticías Magazin

segunda-feira, setembro 18, 2006

Conversas de chá

Renasce hoje o "conversas de chá".
Para quem não sabe era este o nome do meu falecido blog. Porquê? Porque há conversas que sabem mesmo bem com chá!
Porquê hoje? Porque, apesar de não parecer, hoje é um dia importante. É um dia de início. E assim quis também que fosse o início deste novo blog.
Não é um diário.
Não é um lugar de segredos.
É um sítio de conversas. Conversas que vou tendo comigo tantas vezes ao longo do dia. E que de vez em quando me apetece passar para o papel (sempre que possível com um chá, daqueles que queima mesmo, ao lado). Conversas que quero mesmo ter tantas vezes com quem, naquele momento, não está online no messenger. Conversas que desejo que mais alguém, para além de mim mesma, conheça.
Por isso, quem ainda tiver paciência, converse comigo. Um dia destes convido-vos para um chá ;)